France Presse
O governo brasileiro recebeu com ‘‘alívio’’ o acordo entre a Otan e as forças militares da República Federal da Iugoslávia e confia que o Conselho de Segurança da ONU favoreça o retorno dos refugiados a Kosovo, informou ontem em Brasília o Ministério das Relações Exteriores, em nota oficial.
‘‘Esperamos que estas medidas representem a retomada da paz e da estabilidade na região e que ponham fim ao enorme sofrimento infligido a seus habitantes nas últimas semanas e meses’’, destaca o comunicado.
O acordo assinado quarta-feira na Macedônia estabelece a retirada das tropas iugoslavas da província sérvia de Kosovo, o fim imediato dos bombardeios da Otan e a emissão de uma resolução da Onu para a mobilização de uma força internacional de paz na província.
O ministério brasileiro confia também que este acordo seja o primeiro passo para definir a questão da autonomia da província de Kosovo, dentro da ‘‘preservação da integridade territorial da República Federal da Iugoslávia e do respeito às bases do direito internacional’’.
O texto destaca que o governo brasileiro sempre condenou a intolerância racial e religiosa, motivo deste conflito no coração da Europa, e que se opôs ao emprego da força sem a autorização do Conselho de Segurança da ONU.
Por isso considera conveniente que, de agora em diante, as ações entre as partes sejam legitimadas pelo Conselho de Segurança, ‘‘o único órgão universalmente reconhecido para preservar a paz e a segurança internacionais’’.
‘‘Nele e nas demais instâncias da ONU serão encontrados os meios para enfrentar este desafio histórico que lhes foi confiado no momento em que as Nações Unidas voltam a desempenhar o papel central que lhes cabe dentro do tratamento da questão de Kosovo’’, conclui o texto.

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