O próximo governo italiano, liderado pelo barão da mídia Silvio Berlusconi, deverá estar formado por volta da terceira semana de junho, uma vez cumpridas as regras constitucionais depois do triunfo nas eleições de domingo.
Intensas gestões serão colocadas em marcha nos próximos dias para a formação do 59º governo da república italiana, nascida depois da Segunda Guerra Mundial. O chefe de Estado, Carlo Azegli Ciampi, com base na Constituição, desempenha um papel fundamental neste processo: após manter conversações com todas as forças políticas, é quem convoca e designa o futuro primeiro-ministro.
Depois de escutar os líderes político, os presidentes do Senado e da Câmara e ex-presidentes da república, Ciampi nomeará um premier que terá a incumbência de formar um governo. Entretanto, nem sempre um primeiro-ministro consegue formar um governo e muitos, inclusive, tiveram que retornar ao Quirinal, sede da presidência da república, para apresentar sua demissão ao chefe de Estado.
O premier, por outro lado, uma vez constatada a sua maioria, propõe uma lista de ministros ao presidente da república, frente ao qual deverão prestar juramento, pois é quem os nomeará no cargo. O chefe de Estado pode rechaçar ou sugerir mudanças de nomes na lista apresentada pelo premier designado.
Depois do juramento, o novo governo tem 10 dias para conseguir um voto de confiança das duas câmaras do Parlamento. Deputados e senadores aceitam ou rechaçam a confiança por meio do voto nominal. Em caso de fracasso, o primeiro-ministro reúne-se novamente com o presidente, que pode pedir para que ele tente mais uma vez ou retomar suas consultas para buscar um novo candidato que reúna mais consenso.
Como porém a aliança liderada por Berlusconi conquistou suficiente maioria, tanto na Câmara como no Senado, a obtenção do voto de confiança para formar o governo surge como mera formalidade.

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