Governo argentino leva para a Olimpíada de Londres a questão das Malvinas
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quinta-feira, 03 de maio de 2012
Agência Estado 
O primeiro a gritar foi o maior ídolo de todos, Diego Armando Maradona. Mas faz algum tempo que a Argentina procura de maneiras de despertar em seus atletas durante os Jogos Olímpicos de Londres o interesse patriótico pelas Ilhas Malvinas, afinal, a delegação argentina estará em solo inglês daqui a três meses, e não teria palco mais propício para levantar o caso, e mexer com o brio dos argentinos pelo que eles entendem ser seu.
Nem precisou de esforço esportivo para tanto. O próprio governo de Cristina Kirchner tratou de atirar a primeira pedra, ou mais uma. Nesta quarta-feira, quando se completou 30 anos e um mês da guerra entre Argentina e Reino Unido por aquele arquipélogo do Atlântico Sul, foi veiculado na tevê argentina, a título de anúncio da Presidência, um vídeo mostrando o capitão da seleção argentina de hóquei, Fernando Zylberberg, treinando nas Malvinas. Ao fim do trabalho, a provocação: "Para competir em solo inglês, treinamos em solo argentino."
O vídeo mostra bem as construções tipicamente britânicas para não ter erro do lugar em que foi filmado. O esportista, quando viu o resultado do seu trabalho, condenou a mensagem e afirmou desconhecer o envolvimento do governo de Cristina no comercial. Autoridades das Malvinas também disseram que as tomadas foram feitas sem o conhecimento de ninguém. Ocorre que a 'película' leva para os Jogos Olímpicos uma questão política e militar ainda sem solução aparente, adormecida numa paz momentânea de 30 anos, mas prestes a explodir.


