O governo confirmou ontem que irá confiscar mais da metade de todas as terras de propriedade de brancos no Zimbábue e anunciou planos para assentar pelo menos meio milhão de famílias negras nessas fazendas.
Num comunicado, o vice-presidente Joseph Msika disse que o governo irá aumentar substancialmente o número de fazendas de brancos que planeja confiscar, das 804 anunciadas em maio para mais de 3 mil.
A anúncio foi feito depois de dois dias de confusas notícias dadas pela mídia estatal, que inicialmente divulgou a ampliação do confisco de terras mas repentinamente recuou, levantando esperanças entre fazendeiros brancos de que a informação era incorreta.
Essas esperanças foram enterradas por Msika, que disse que o governo irá confiscar mais 2.237 fazendas de brancos do que anteriormente anunciado. O brancos dispõem de cerca de 5 mil fazendas no Zimbábue.
Com os novos confiscos, o governo agora planeja se apossar de 5 milhões dos 8 milhões de hectares de propriedade de brancos, afirmou ele, acrescentando que o governo irá usar uma recente lei que lhe permite confiscar propriedades privadas sem pagar compensação.
Uma alta autoridade informou que o exército será chamado para ajudar a transferir 500 mil famílias de sem-terra negros para as terras confiscadas antes da estação de chuvas em novembro.
Líderes do fazendeiros se mostraram chocados com a notícia dos novos confiscos, que foi inicialmente divulgada pela rádio estatal no domingo, e convocaram reuniões de emergência para preparar uma resposta. Desde fevereiro, houve inúmeros confrontos entre os veteranos de guerra e os fazendeiros.

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