Antes de esfriarem as cinzas de Timothy McVeigh, autor do atentado de Oklahoma City, e enquanto os Estados Unidos vivem uma intensa polêmica em torno da pena capital, o governo federal já tem programada outra execução para este mês: no dia 19, o traficante de drogas texano Juan Raúl Garza enfrentará os mesmos procedimentos adotados para matar McVeigh.
Em um país cada vez menos convencido da eficácia da utilização de uma câmara da morte, o cenário da próxima vez será o mesmo: a prisão federal de Terre Haute, no estado de Indiana.
Nos últimos meses, vários estados modificaram suas legislações – onde as graves deficiências mentais serão de agora em diante uma atenuante – para aumentar a garantia dos detidos e reduzir o número de casos que terminem com uma injeção letal.
A Corte Suprema, órgão máximo do Judiciário americano, parece ter captado as dúvidas do país ao estabelecer as novas garantias. Na segunda-feira, dia da execução de McVeigh, a Corte decidiu suspender uma pena similar para estudar melhor o caso. A execução-show do autor do atentado, acompanhada por uma cobertura jornalística que os EUA não viviam há décadas, contribuiu para colocar o tema da pena de morte sob os refletores.

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