Ansa
De Berlim
As eleições regionais na Saxônia se anunciam como um novo ‘‘domingo negro’’ para o chanceler alemão Gerhard Schroeder. É muito provável que se assista a uma nova derrota de seu Partido Social-Democrata (SPD, pela sigla em alemão), que há meses vem perdendo nas urnas.
As eleições regionais da Saxônia, no leste de Alemanha – sua capital é Dresden –, são a quinta consulta local no país desde 5 de setembro.
Todas as pesquisas mostram como favoritos os democrata-cristãos da CDU. Eles têm maioria absoluta e governam sozinhos no lado oriental graças aos 58,1% conquistados nas eleições regionais de 1994. Segundo as últimas previsões, os democrata-cristãos deveriam confirmar de forma substancial esse consenso, obtendo entre 57% e 58% dos votos.
Os outros partidos temem que o CDU possa até conquistar os dois terços das cadeiras no Landtag (parlamento regional). Isto daria poder ao partido para, entre outras coisas, mudar a Constituição da região.
Como ocorreu há uma semana em Turíngia, o SPD – que há cinco anos obteve 16,6% – poderia perder o segundo posto para os pós-comunistas do Partido Democrático Socialista (PDS), que em 1994 obteve 16,5%. As pesquisas dão como muito provável que o PDS passe o SPD, vencendo por 18% a 16%. Fora da disputa parecem estar os Verdes, os liberais do FDP (4,1% e 1,7% em 1994, respectivamente) e a extrema direita. Esses partidos ficariam abaixo de 5%.
É quase certo que Kurt Biedenkopf, de 69 anos, atual chefe do governo regional e líder do CDU local, conhecido como ‘‘rei Kurt’’ por seu carisma e pela estima de que goza tanto na Saxônia quanto no resto da Alemanha, obtenha a reconfirmação da maioria absoluta.
Biedenkopf é originário da Alemanha ocidental, onde começou sua carreira política.

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