São Pau­lo - O governo russo acusou ''grupos terroristas'' vinculados aos insurgentes separatistas do Cáucaso Norte pelo duplo atentado suicida que matou ao menos 37 pessoas em duas estações de metrô da capital Moscou. Outras 65 pessoas ficaram feridas no ataque perpetrado por duas mulheres-bomba, segundo balanço do Ministério de Situações de Emergência.
''Segundo a versão preliminar, os atentados foram cometidos por grupos terroristas vinculados à região do Cáucaso Norte. Privilegiamos esta versão'', declarou o diretor dos Serviços de Inteligência russos (FSB), Alexander Bortnikov.
Pouco após os ataques, as duas maiores autoridades do governo russo declararam guerra ao terrorismo. O premiê Vladimir Putin afirmou ontem em rede nacional que os terroristas responsáveis pelo duplo atentado serão capturados e aniquilados. ''Tenho certeza de que as agências de segurança farão todo o possível para encontrar e punir os criminosos'', afirmou Putin, durante uma videoconferência da cidade siberiana de Krasnoyarsk.
Putin afirmou que o atentado, perpetrado por duas mulheres-bomba, ''foi horrível por suas consequências e repugnante pelo caráter do crime cometido contra os civis''. ''Somente com os esforços conjuntos poderemos derrotar os grupos clandestinos e vencer este mal'', afirmou Putin.
Mais cedo, o presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou que o país continuará combatendo o terrorismo sem hesitar e ordenou um reforço da segurança nos transportes de toda a nação. (Folhapress)

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