Governo acusa Oviedo
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 15 de julho de 2002
Alexandre Palmar <br>Equipe da Folha 
O ex-general Lino Cesar Oviedo, 58 anos, é acusado pelo Governo do Paraguai de liderar os protestos e tentar aplicar um golpe. Refugiado no Brasil, o paraguaio é o principal inimigo do presidente Luis Gonzalez Macchi e hoje lidera as pesquisas presidenciais, marcadas para maio de 2003.
Uma eventual saída de Luis Gonzalez Macchi da presidência daria o poder ao vice-presidente, Júlio César ''Yoyito'' Franco, aliado político de Oviedo. Semana passada, Franco declarou apoio ao general e prometeu convocar eleições imediatas caso ele retorne ao país com segurança.
Por enquanto, o general não volta ao país porque lá existe um mandado de prisão contra ele para o cumprimento da sentença de 10 anos de cadeia por uma tentativa de golpe em 1996. Oviedo também é acusado de planejar o assassinato do vice-presidente Luíz Maria ArgaÀa, em 1999.
Apesar das acusações, o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro negou o pedido de extradição. Desde então, Oviedo promove reuniões com militantes da União Nacional de Colorados Éticos (Unace) no Oeste do Paraná. Em Foz, ele discursou para centenas de paraguaios no domingo à noite. O mesmo grupo fechou a Ponte da Amizade na madrugada.
À tarde, o advogado brasileiro do general não soube dizer onde o cliente estava, mas reproduziu uma afirmação dita por Oviedo: ''Dentro de poucos dias, acontecerão reformas e grandes modificações no Paraguai''. Existiam duas versões para o seu destino: Foz do Iguaçu ou Brasília.


