O governador de Nova York George Pataki disse ontem que os testes realizados confirmaram a ''provável'' presença de esporos do antraz em seu escritório de Manhattan, que foi evacuado. Em entrevista à imprensa, ele informou que foi aberta uma investigação para determinar a origem do bacilo, depois de testes efetuados na dependência reservada aos guardas e aos serviços de segurança.
Pataki comunicou que os testes começaram logo depois que sua secretária notou um envelope suspeito, que chegou ao escritório dia 25 de setembro. Segundo ele, ''os testes foram positivos, em relação à presença de esporos da doença do carbúnculo''. Acrescentou que a carta suspeita foi examinada, e que não havia nela nenhum traço do bacilo.
''Não sabemos a fonte, mas não acreditamos nem a polícia crê que a carta que causou a ansiedade inicial tenha sido a fonte'', disse Pataki. Acrescentou que ele e os 80 integrantes de sua equipe iam tomar antibióticos, como ''medida de precaução'', e que o local será evacuado até segunda-feira, para que técnicos de saúde o inspecionem. Pataki disse que não há indicações de que ninguém de sua equipe esteja doente e que ele próprio se sente bem.
Nova York registrou dois casos de antraz: o de um bebê de sete meses, que teria contraído a doença no escritório da rede de TV americana ABC, que desenvolveu uma forma cutânea de antraz, e o da assistente do jornalista Tom Brokaw da rede NBC, Erin O'Connor, que também desenvolveu a forma cutânea da enfermidade, depois de manipular uma carta destinada a seu chefe.
O Centro Espacial Kennedy da Flórida também recebeu um número não precisado de envelopes contendo uma substância ''suspeita'' que, segundo as primeiras análises, não é tóxica, informou à AFP o porta-voz William Johnson. Dois edifícios do Centro, assim como o setor de distribuição interna de correspondência, foram evacuados. O setor prosseguia fechado ontem.

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