Golpistas propõem renúncias em série
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
Folhapress 
Tegucigalpa - Negociadores do governo interino de Honduras, liderado por Roberto Micheletti, e do presidente deposto Manuel Zelaya, encerraram ontem as discussões de sete dos oito pontos em negociação incluídos no Acordo de San José. Agora, o único sobre o qual ainda não se chegou a um consenso é o mais importante: a restituição de Zelaya ao cargo. Todos os pontos já foram aprovados e já estão assinados. Só falta a restituição do presidente Zelaya, disse o ex-ministro do Interior e negociador Victor Meza, ao entrar na embaixada brasileira ontem para se reunir com Zelaya.
A volta do presidente deposto, em discussão, não mostrou ser consenso entre os representantes que participam das conversas oficiais. Os negociadores de Micheletti apresentaram uma proposta de renúncia do presidente interino, mas ela não significaria o retorno automático de Zelaya.
No texto em discussão, os presidentes do Congresso e da Suprema Corte, que constitucionalmente substituem, sucessivamente, o presidente da República, também renunciariam, abrindo espaço para um conselho de ministros comandar o país. Esse grupo seria formado por pessoas escolhidas pelas duas partes em conflito. O ministro de Governo, cargo mais importante do grupo, poderia restituir o presidente deposto em 28 de junho, desde que tivesse o aval da Corte Suprema -que ordenou a deposição de Zelaya por considerar ilegal sua insistência de promover uma consulta popular sobre a realização de uma Assembleia Constituinte no país.


