Golpistas da Guiné prometem eleições em 2010
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
France Presse 
Conacri - Os militares golpistas que afirmam ter tomado o poder na Guiné prometeram ontem organizar eleições ''livres, confiáveis e transparentes'' em dezembro de 2010, em um comunicado divulgado na rádio pública.
O comunicado militar foi feito em meio a uma grande confusão que reina no país, procupando a comunidade internacional que condenou a tentativa de golpe ocorrida algumas horas depois do anúncio da morte do presidente Lansana Conté.
Ontem, o comércio e as escolas permaneceram fechadas em Conacri, e a grande maioria da população preferiu ficar em casa com receio de eventuais violências.
No comunicado, os militares golpistas também denunciam que alguns oficiais leais avaliam a intervenção de mercenários procedentes de países vizinhos que já estariam no país.
Os golpistas justificaram sua ação tomando como base os ''desvios de fundos públicos'', a ''corrupção generalizada'', a ''impunidade elevada e a falta de método de governo'' assim como a ''anarquia no aparelho do Estado''.
Nenhuma violência foi registrada no país desde a morte do presidente e a tentativa de golpe de Estado, mas reina uma certa confusão entre os golpistas.
O presidente Lansana Conté, 74 anos, tinha chegado ao poder em 1984 graças a um golpe de Estado militar, pouco depois da morte do ''pai da independência'', Ahmed Sekou Touré. Seu mandato terminaria em dezembro de 2010.
Ele sempre se apoiara no Exército para se manter no poder, mas dissensões entre os oficiais e a tropa tinham surgido recentemente.
Uma fonte ligada à família Conté informou que o enterro do presidente acontecerá na amanhã.


