A presidente filipina Gloria Arroyo visitou de surpresa ontem os rebeldes detidos por fazerem parte de uma tentativa de golpe de Estado, enquanto que o Tribunal Supremo das Filipinas ordenou ao Governo que permita ao líder da oposição, Juan Ponce Enrile, sair em liberdade sob fiança.
Os rebeldes detidos faziam parte dos cerca de 50 mil simpatizantes do ex-presidente Joseph Estrada, que atacaram o palácio presidencial em primeiro de maio passado, como parte de um suposto e fracassado golpe para tomar o poder. Cerca de cem partidários de Estrada foram detidos.
Arroyo, que declarou ‘‘estado de rebelião’’ para sufocar a revolta, pediu ontem a transferência de alguns dos insurgentes detidos nos quartéis da polícia nacional para centros de assistêncial social.
A visita de Arroyo à prisão aconteceu em um momento em que os militares começavam a suavizar os controles de segurança na capital filipina, apesar de supostos homens-chave do complô continuarem em liberdade.
Espera-se que a presidente dê fim amanhã ao ‘‘estado de rebelião’’. Durante sua visita, Arroyo perguntou aos detidos a razão pelas quais se uniram ao ataque contra o palácio presidencial.
Vários dos detidos insistiram que não tomaram parte da multidão que atirou pedras e enfrentou a polícia no lado de fora do palácio de Malacanang.
Um grupo de médicos que acompanhavam a presidente examinaram os detidos. Anteriormente, Arroyo disse que alguns dos insurgentes ‘‘não tinham a mais vaga idéia de política’’, e os descreveu como ‘‘peões abandonados’’ pelos líderes da oposição.

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