Gisele, a modelo mais rica do mundo, desfila no Rio
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domingo, 16 de janeiro de 2005
Karla Matida 
A sexta-feira acordou ensolarada no Rio de Janeiro para alegria de cariocas e turistas, que vinham tendo uma semana nublada. O que muita gente mal sabia era que um furacão estava se aproximando, o furacão Gisele. Num patamar muito superior jamais sonhado por qualquer outra modelo brasileira, Gisele Bündchen consegue atrair um batalhão de fãs, jornalistas e curiosos por onde quer que passe. Sua participação relâmpago no Fashion Rio, ao desfilar para a grife catarinense Colcci, não foi diferente.
Foram apenas três entradas, muito aplaudidas por sinal, com barriguinha de fora mesmo apresentando coleção outono-inverno e um carisma sem precedentes. Em entrevista coletiva após o desfile, Gisele (como já havia sido avisado antes) não falou sobre valores e vida pessoal. Mesmo assim não deixou de dizer que estava triste com o rebaixamento do Grêmio para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Força Grêmio!, pediu. As origens gaúchas também serviram de base para a resposta gastronômica. Não sou vegetariana, sou gaúcha e como carne quase todos os dias, disparou.
De novidade, contou que está planejando um evento beneficente para os sobreviventes das tsunamis, que deverá acontecer em fevereiro em Nova York. Sou preocupada com causas sociais, avisou. Sem tempo na agenda, não pode aceitar o convite para uma participação em novela, muito menos ler roteiros de cinema. Acho que não vai dar nem para vir para o Carnaval, explicou Gisele, que se recusou a passar sua agenda. É secreta porque eu não quero que vocês fiquem me seguindo, disse com cara sapeca.
O Fashion Rio terminou ontem após 26 desfiles em cinco dias. Paralelo ao evento, o Fashion Business rendeu negócios que devem chegar a R$ 250 milhões, 16% a mais que no ano passado.


