Síria vai anunciar retirada do Líbano
Paris - O presidente sírio Bachar al Assad vai anunciar no prazo de uma semana um calendário para a retirada total de suas forças do Líbano, declarou ontem o presidente egípcio Hosni Mubarak, falando à televisão francesa.
''Eu conversei em diferentes ocasiões com o presidente sírio, a última anteontem, em Argel'', explicou Mubarak, que participou na cúpula árabe organizada na Argélia, falando à cadeia de televisão France-3 Mubarak.
''O presidente sírio está aplicando a resolução 1559 da ONU'', que exige a retirada das tropas estrangeiras do Líbano, ''e vai detalhar no prazo de uma semana um calendário para a retirada total de suas forças do Líbano'', assegurou Mubarak.
Al-Assad anunciou no último dia 5 sua decisão de retirar as tropas em duas fases e a primeira delas concluiu na sexta-feira passada.

Síria foi responsável por tensão no Líbano
Nova York - A comissão de investigação das Nações Unidas concluiu ontem que a Síria foi a responsável pela tensão no Líbano prévia ao atentado que matou o ex-premier libanês Rafic Hariri, e pediu uma investigação internacional sobre o ataque.
''O governo da Síria tem a responsabilidade primária pela tensão política que precedeu o assassinato'', destaca o relatório da missão.
''O governo sírio claramente exerceu uma influência que vai além da prática razoável das relações de cooperação e boa vizinhança''.
A comissão afirma ainda que a investigação realizada pelo Líbano sobre o atentado que matou Hariri não tem credibilidade.

Mulher encontra dedo em sopa servida nos EUA
San Francisco - Uma mulher encontrou um dedo, com unha incluída, quando degustava seu jantar num fast-food da rede Wendy's na Califórnia (oeste dos Estados Unidos), informaram à AFP funcionários do departamento da Saúde.
A mulher pediu uma sopa ''chile'' picante, e se deparou com um dedo humano, terça-feira passada, relatou Joy Alexiou, do departamento da Saúde de Santa Clara.

Popularidade de Bush se mantém estável
Washington - A popularidade do presidente americano, George W. Bush, se mantém praticamente estável (45%), três meses e meio depois de sua reeleição, apesar do ambiente de desinteresse geral em relação aos políticos.
A popularidade de Bush caiu apenas um ponto desde o mês passado. Desde sua reeleição, em 2 de novembro, Bush só chegou aos 50% de opiniões favoráveis no mês de janeiro, segundo o Instituto Pew.
Os outros políticos são ainda menos populares. Somente 49% do americanos apóiam o trabalho dos republicanos no Congresso, enquanto que a oposição democrata é ainda mais criticada, com apenas 47% de opiniões favoráveis, revela a pesquisa.

ONU decide enviar missão de paz ao Sudão
Nova York - O Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu ontem enviar uma missão de 10 mil homens ao Sudão para apoiar o acordo de paz firmado em janeiro passado para acabar com 21 anos de guerra civil.
Esta decisão ocorre após dois meses de discussões no Conselho de Segurança, devido à divergências sobre como tratar os vários problemas do Sudão.
O Conselho adotou a decisão de número 1590, apresentada pelos Estados Unidos, por unanimidade de seus quinze membros.
A força de paz, que terá o nome de Missão das Nações Unidas no Sudão (Unmis), cumprirá um mandato inicial de seis meses, com no máximo 10 mil soldados e 715 policiais civis.

Oposição não quer sair da faixa de Gaza
Jerusalém - Os opositores à retirada israelense da Faixa de Gaza concentravam ontem todos seus esforços para conseguir que se organize um referendo, o que será objeto de um debate crucial na próxima segunda-feira, no parlamento. Eles conseguiram o aval da comissão de leis do Parlamento ao projeto que prevê um referendo nacional sobre o plano do primeiro-ministro Ariel Sharon de retirar o exército e as colônias judias da Faixa de Gaza a partir de julho, assim como de quatro colônias isoladas na Cisjordânia.
O projeto foi votado na quarta-feira por nove deputados contra oito na comissão de leis. Na segunda-feira será discutido em primeira leitura na sessão plenária do parlamento e poderá ser seguido de uma votação imediata.
Mas o voto aceito na comissão não implica que o parlamento aceite o projeto na sessão plenária.

Estrangeiras são escravas em Israel
Jerusalém - Milhares de mulheres estrangeiras estão sendo contrabandeadas para Israel e vendidas como prostitutas, um negócio que rende ao submundo do crime milhões de dólares por ano, segundo uma investigação parlamentar.
Nos últimos quatro anos, entre três e cinco mil mulheres foram vendidas como escravas sexuais entre 8.000 e 10.000 dólares e forçadas a trabalhar até 18 horas por dia, afirmou a chefe da investigação, Zehava Gal-On, do partido esquerdista Yahad (oposição).
Em média, as mulheres ganham 4 de cada 120 dólares pagos por seus clientes aos cafetões.
(Das Agências)

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