Associated Press
De Botlikh, Rússia
Tropas russas enfrentaram ontem militantes islâmicos pelo controle da república autônoma do Daguestão, ao mesmo tempo em que Moscou prometia novamente que a dispersão dos rebeldes seria rápida.
Pelo menos um alto militar, entretanto, admitiu que a situação na região montanhosa do Daguestão, onde os militantes tomaram várias aldeias ao longo da fronteira com a Chechênia, levaria ainda meses para se normalizar.
‘‘A estabilização da situação no Daguestão é um processo que levará vários meses’’, afirmou o chefe dos generais de tropas, Anatoly Kvashnin.
De acordo com Kvashnin, porém, a Rússia ‘‘está trabalhando para completar o cenário de operações para expulsar os rebeldes do Daguestão’’.
Tropas russas aerotransportadas trocaram fogo com rebeldes numa tentativa de tomar de volta o controle da montanha Osinoye Ukho. A operação é parte da tentativa russa de capturar pontos estratégicos na área, entretanto não é conhecido se eles tiveram êxito.
Na fortaleza rebelde de Ansalta, militantes islâmicos garantiram à Associated Press que cerca de 120 rebeldes acabam de se juntar a eles e à sua luta. Os rebeldes ainda mantêm o controle em três vilas na região, chamada de Botlikh.
Enquanto isso, jatos russos e helicópteros atacaram os rebeldes durante o 11º dia consecutivo e bombardeiam a aldeia de Tando, onde os militantes mantêm o controle.
Até ontem, foram mortos 22 soldados russos, 48 ficaram feridos e oito desapareceram, de acordo com militares de Moscou. Três das mortes ocorreram ontem.
Também ontem, Israel anunciou que trocará informações de inteligência com a Rússia para ajudar as tropas de Moscou a combater os rebeldes islâmicos nas montanhas do Cáucaso.
A informação foi transmitida depois de um encontro entre o ministro das Relações Exteriores de Israel, David Levy, e o embaixador russo Mikhail Bogdanov, no qual eles discutiram principalmente o processo de paz entre israelenses e palestinos.

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