Daniel Piris/France PresseNos braçosOviedo é carregado como líder, mas a manifestação dos colorados em seu favor acabou em confronto com a polícia e pancadaria em Assunção O general Lino Oviedo, candidato presidencial pelo Partido Colorado governamental, entregou-se voluntariamente ontem em Assunção para cumprir uma pena disciplinar de 30 dias decretada pelo presidente do Paraguai e comandante-chefe das forças armadas, Juan Carlos Wasmosy. Oviedo, fugitivo há 44 dias, entregou-se no quartel da Primeira Divisão de Infantaria, localizado na Capital paraguaia.
Milhares de partidários se concentraram na entrada do quartel para aplaudir entre gritos e soluços o general da reserva que pertence ao mesmo partido político de Wasmosy e proclamado candidato para a eleição presidencial de 10 de maio de 1998. Sua candidatura, porém, não foi reconhecida nem pelo presidente e nem pela cúpula dominante do partido governista.
Com gás lacrimogêneo, fortes jatos de água, disparo de balas de borracha e golpes de cassetete, a tropa da polícia dispersou milhares de seguidores de Oviedo. Raúl Cubas, candidato a vice-presidente pelo Partido Colorado, disse que os policiais mandados para o local não tinham ‘‘nenhuma necessidade’’ de reprimir a manifestação ‘‘da forma selvagem’’ como o fizeram.
ChoroHouve feridos e desmaios no local, mas os partidários responderam atirando pedras e insultando a polícia. Vários jornalistas também ficaram feridos nos incidentes. Oviedo se entregou depois de saber de uma sentença da Suprema Corte de Justiça que cassou uma liminar que o protegia da prisão.
O chefe da operação de repressão, comissário Fermín Segovia, disse que os manifestantes provocaram os soldados e que isso foi motivo suficiente para iniciar a dispersão. Dezenas de homens e mulheres foram vistos chorando depois de presenciar o líder sendo conduzido aos empurrões pelas tropas até o quartel.

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