O general Lino Oviedo, padrinho político do presidente Raúl Cubas e centro da atual crise política no Paraguai, abandonou o país neste domingo, revelaram ontem à noite diversas emissoras de rádio e TV. O porta-voz de Oviedo, Alejandro Velázquez, confirmou que seu chefe já não está mais na prisão da Guarda Presidencial, onde ingressou na quarta-feira passada, um dia após o assassinato do vice-presidente Luis María Arga¤a.
Velázquez não confirmou se o general abandonou o país.
A rádio ¥andutí revelou que o general foi levado a um aeroporto particular, de onde supostamente viajou para o exterior.
Oviedo, de 54 anos, foi um dos principais protagonistas do golpe de Estado que derrubou o ditador Alfredo Stroessner (1954/89).
MercosulOntem, enquanto os religiosos habitantes da capital paraguaia iam às igrejas para as missas do Domingo de Ramos, integrantes do governo, seus opositores, militares, além de diplomatas do Mercosul, dos Estados Unidos e da União Européia atarefavam-se em múltiplas conversações para que a crise que assola o país desde a terça-feira pudesse ter um desenlace sem violência.
Fontes diplomáticas do Mercosul disseram que ‘‘existem conversas entre os diferentes grupos em disputa onde estamos como intermediários, mas não são exatamente negociações’’. Segundo as fontes, o Brasil estaria sendo um participante muito ativo nestas negociacoes.
A instabilidade da política paraguaia impediria que fosse realizada em Assunção a próxima reunião de cúpula dos países do Mercosul, marcada para junho. Essas cúpulas já são realizadas sistematicamente há vários anos, e embora tenham sido adiadas por algumas semanas eventualmente, jamais foram mudadas de país. Em junho, o Paraguai passaria a presidência rotativa do Mercosul para o Uruguai. Mas, segundo as fontes diplomáticas, ‘‘esta cúpula poderá ser mudada de lugar. Aqui não haveria condições’’.

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