São Paulo - O novo comandante dos presídios no Iraque, o general Geoffrey Miller, pediu desculpas ''ao povo do Iraque pelas ações de um pequeno número de líderes e soldados que violaram regras'' no presídio de Abu Gharib, perto da capital iraquiana, Bagdá.
Na semana passada, a rede de TV americana CBS exibiu fotos em que soldados dos EUA torturam e humilham presos iraquianos. O caso virou um escândalo. Ao menos sete militares já foram punidos no caso - nenhum com prisão.
Miller disse que convidou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e grupos de direitos humanos para abrir representações em Abu Gharib. Ele afirmou também que interrogatórios na prisão de Abu Gharib seriam interrompidos devido ao escândalo causado pelas cenas de abusos.
Segundo ele, os soldados americanos foram ordenados a utilizar vendas nos olhos dos prisioneiros no lugar de capuz, e os responsáveis por interrogatórios devem pedir permissão antes de acordar um prisioneiro que esteja dormindo.
Prisioneiros relataram que espancamentos durante as detenções e interrogatórios eram rotina no presídio de Abu Gharib, assim como outros tipos de agressão: eles eram empurrados e encurralados como gado, além de serem ''pressionados' o tempo todo com armas.
Miller disse ser proibido tocar em prisioneiros durante os interrogatórios. Ontem, em Abu Gharib, 2.000 iraquianos protestaram contra as cenas de tortura.

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