Washington - O comandante militar superior dos Estados Unidos no Oriente Médio mencionou um plano para reduzir as forças americanas no Iraque para 20.000 a 30.000 homens em meados do próximo ano, informou ontem o jornal The New York Times.
No entanto, essa retirada de tropas dependerá das condições no terreno, acrescentou o jornal, citando três militares de alta patente e funcionários do Departamento de Defesa não-identificados.
Em um relatório secreto do Pentágono, entregue no mês passado como parte de uma análise regional mais ampla, o general John Abizaid também advertiu que o Pentágono poderia ter que manter no Iraque o número atual de homens de 138.000 soldados até 2006, se o clima político e de segurança não melhorar.
As tropas americanas neste país aumentarão temporariamente para 160.000 em dezembro para melhorar a segurança para as eleições iraquianas, informou o Times. O periódico destacou que algumas tropas que saírem do Iraque poderão ficar no Kuwait como força de reserva. Segundo o relatório, os militares superiores do governo do presidente americano, George W. Bush, e do Pentágono estão cada vez mais preocupados com os 5 bilhões de dólares mensais que a guerra custa aos Estados Unidos, com o problemático recrutamento de militares e com ''o cada vez mais reduzido apoio público à operação''.
O relatório informou que pelo menos 20 marines morreram na semana passada no Iraque. O presidente Bush têm enfatizado que as forças americanas ficariam no Iraque o tempo que fosse necessário e que não há qualquer cronograma de retirada.

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