São Paulo - Os gastos militares globais ultrapassaram em 2004 a barreira de US$ 1 trilhão pela primeira vez desde a Guerra Fria, já que a guerra ao terror protagonizada pelos EUA continuou e países como a Índia e a China aumentaram consideravelmente seu orçamento militar, segundo estudo divulgado ontem pelo reputado Instituto Internacional de Pesquisas sobre a Paz de Estocolmo (Sipri).
Liderado pelos EUA, que foram responsáveis por quase metade dos gastos militares do ano passado, o mundo gastou US$ 1,035 trilhão em 2004, o que corresponde a 2,6% do PIB (total de riquezas produzidas) global, segundo o levantamento do Sipri. O número ''é, em termos reais, apenas 6% menor do que o de 1987 e o de 1988, anos em que os gastos militares atingiram o recorde histórico'', segundo Elisabeth Skons, pesquisadora do Sipri.
O total de gastos militares cresceu 6% em 2004 em relação a 2003, seguindo a média dos últimos anos, segundo o Sipri. No entanto o Sipri salientou que os números podem não dar conta da realidade, visto que vários países vêm terceirizando serviços ligados a conflitos armados, como o treinamento militar e a logística em zonas de combate, sem classificar essas despesas de militares. O Sipri, que é financiado pelo governo sueco, afirmou que o fenômeno de terceirização dobrou de tamanho nos últimos 15 anos.

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