Pelo menos quatro pessoas morreram e 13 ficaram feridas depois que dois meninos abriram fogo contra estudantes numa escola da cidade de Jonesboro, no Estado norte-americano de Arkansas.
Uma diretora da Escola de Primeiro Grau Westside - frequentada por cerca de 300 alunos entre 11 e 14 anos -, afirmou que ‘‘alguém disparou o alarme de incêndio e o tiroteio começou quando os estudantes já estavam do lado de fora do prédio escolar’’.
Segundo o porta-voz da Polícia do Estado de Arkansas, Wayne Jordan, dois jovens foram presos em ligação com as mortes, mas o funcionário negou-se a confirmar uma reportagem da TV local que afirmara que eles tinham 11 e 13 anos. Jordan disse que os suspeitos dispararam vários tiros e que eles foram presos logo depois do incidente.
O tiroteio ocorrido ontem na escola de Jonesboro é o último incidente de uma série de graves violências que abalam regularmente as escolas dos Estados Unidos.
Segundo um relatório do departamento de Educação publicado na quinta-feira passada, pela Casa Branca, uma a cada dez escolas públicas dos EUA foi palco de fatos violentos, incluindo estupros ou agressões com armas em 1997.
De acordo com o relatório que analisou 1.200 estabelecimentos públicos dos 50 Estados norte-americanos, em 1997 foram registradas cerca de 11 mil agressões com armas, 7 mil roubos e 4 mil estupros ou agressões sexuais. Em quase a metade das escolas (47%) ocorreu ao menos um destes delitos, frequentes nos grandes estabelecimentos.
Este estudo federal, o primeiro do gênero, foi encomendado em dezembro passado pelo presidente norte-americano, Bill Clinton, após um tiroteio em um colégio de Paducah (Kentucky), onde um adolescente de 14 anos matou três jovens e feriu outros cinco a tiros.

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