São Paulo- O presidente do Peru, Alan García, lançou hoje uma campanha oficial contra a impontualidade no país. A campanha, chamada ''A hora sem demora'', foi lançada pouco depois das 12 horas, quando o Peru foi instado a sincronizar seus relógios como parte do movimento antiatrasos.
''Temos que acabar com esse costume nefasto de não sermos pontuais'', afirmou García na cerimônia de lançamento da campanha, na praça Mayor, em Lima.
Curiosamente, o anúncio sofreu um pequeno atraso: ao não calcular corretamente a duração de seu discurso, o presidente lançou a campanha 15 segundos depois das 12 horas, quando estava previsto para começar -pontualmente- o movimento.
''Vamos acabar com este defeito, que é uma falta de respeito com os outros. Este (o respeito aos outros) é o princípio da democracia e da convivência civilizada dos homens'', completou o presidente.
Segundo García, a impontualidade custa ao Peru até US$ 1,5 milhão por ano. A campanha nacional pelo respeito à pontualidade começou hoje (1º de março) para coincidir com início oficial do ano escolar no país.
Compareceram à cerimônia o gabinete de ministros peruanos, o prefeito de Lima e outros funcionários governamentais, que sincronizaram seus relógios com o horário oficial proporcionado pela Marinha de Guerra peruana.
A campanha de pontualidade será acompanhada por uma série de anúncios que mostram este hábito como uma forma de respeito e que serão repetidas nos meios de comunicação. Um dos slogans que será utilizado diz ''Uma hora apenas para o Peru: a hora da pontualidade''.
Em outubro de 2003, o Equador lançou uma campanha similar para tentar acabar com a conhecida ''hora equatoriana'', que consistia em chegar a compromissos com atraso de uma, duas e até três horas.

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