Brasília - Além chamar o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores israelense, Yigal Palmor, de "sub do sub do sub do sub do sub do sub", o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, em artigo para o site Opera Mundi, publicado na noite de quinta-feira, rebateu as declarações de que o Brasil é um "anão diplomático" e que tem papel "irrelevante" na política internacional. "É evidente que o governo brasileiro não busca a 'relevância' que a chancelaria israelense tem ganhado nos últimos anos. Menos ainda a 'relevância' militar que está sendo exibida vis-à-vis populações indefesas", afirmou Garcia.
Ainda no artigo, Marco Aurélio Garcia contra-atacou outra fala do porta-voz da chancelaria israelense. Palmor disse que o Brasil "criava problemas, em vez de contribuir com soluções" ao classificar como "desproporcional" a ofensiva militar de Israel sobre Gaza. Para o assessor do Planalto, "não é muito difícil entender, igualmente, que está cada dia mais complicado ser 'parte da solução' neste trágico contencioso". E emendou: "Foi o que rapidamente entenderam o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, depois de suas passagens por Tel-Aviv, quando tentaram sem êxito pôr o fim às hostilidades".
O assessor presidencial lembrou que o Brasil tem "posições claras sobre a situação do Oriente Médio - reconhecimento do direito de Israel e Palestina a viverem em paz e segurança", acrescentando que o País tem sido "igualmente claro na condenação de toda ação terrorista, parta ela de grupos fundamentalistas ou de organizações estatais".

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