São Paulo - O governo interino da Ucrânia acusou ontem a Rússia de ter ordenado a invasão de dois aeroportos na Crimeia. A região autônoma transformou-se no principal foco de conflito depois que o presidente Viktor Yanukovich foi deposto.
Os aeroportos da capital da Crimeia, Simferopol, e de Sevastopol, onde fica uma base militar russa, foram ocupados por homens fardados e fortemente armados durante a madrugada.
Os invasores não estavam identificados e dizem pertencer a uma milícia que quer proteger a região autônoma da influência do governo interino, a quem chamam de fascista. Para o ministro do Interior ucraniano, Arsen Avakov, os milicianos pertencem a unidades russas. "Eles estão fardados e armados sem identificação, mas não escondem sua origem. Essa é uma provocação direta para um banho de sangue armado no território de um Estado soberano", afirmou.
Em nota à agência de notícias Interfax, a Rússia negou que os soldados baseados em Sevastopol tenham invadido os terminais. Na quinta, o chanceler Sergei Lavrov também negou influência na ocupação dos prédios estatais em Simferopol.
A ocupação dos aeroportos acontece um dia após a tomada da sede do governo da Crimeia e do Parlamento, em Simferopol, por aliados da Rússia. Diante do avanço das milícias, Avakov pediu que os Estados Unidos e o Reino Unido interfiram na crise da Crimeia.
Os dois países assinam, junto com a Rússia, o tratado que garantiu a divisão territorial após a independência da Ucrânia da União Soviética, em 1991. O Parlamento ucraniano pediu ainda uma reunião do Conselho de Segurança para avaliar a questão.

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