TOYAKO, Japão - A reunião de cúpula do G8 reunida em Toyako (Japão) concluiu ontem um acordo sobre a redução dos gases causadores do efeito estufa, anunciado como um avanço, mas considerado insuficiente pelos ecologistas e países do G5, e confirmou seu compromisso em dobrar sua ajuda à África.
  Os chefes de Estado e de governo dos Oito Países mais Industrializados entraram no acordo sobre a redução de pelo menos 50% até 2050 das emissões mundiais de gases responsáveis pelo aquecimento climático.
  A definição país por país das metas a médio termo, até 2050, foi mantida em seu princípio, mas suas modalidades foram deixadas para discutir mais tarde.Este acordo desenha o caminho das negociações previstas para um acordo global no fim de 2009, na conferência sobre o clima da ONU em Copenhague.
  Os Estados Unidos obtiveram concessões de data e obrigações, mas assinaram este compromisso preciso, o que vinham se recusando a fazer até agora.
  O G8 lançou também apelo à contribuição de todas as principais economias, uma fórmula que visa os grandes países emergentes como a China e a Índia, uma exigência de Washington.
  Ano passado, em Heiligendamm (Alemanha), o G8 havia entrado no acordo para ‘‘prever com seriedade’’ uma redução da metade das emissões poluentes daqui à metade do século.
  ‘‘É um progresso real’’, afirmou o presidente francês, Nicolas Sarkozy. ‘‘Além disso, o mundo não poderá mais escapar às suas obrigações’’, comemorou, por sua vez, a chanceler alemã, Angela Merkel.
  Organizações não-governamentais (ONG), como o Greenpeace, afirmaram em contrapartida que o acordo não ‘‘impedirá o caos climático’’. A este ritmo, acrescentou a Oxfam, ‘‘o mundo estará cozido em 2050’’.
  Os presidentes do Brasil, México, China, Índia e África do Sul, os membros do G5, pediram, por sua vez, que seus colegas ricos se empenhem para conseguir uma redução maior da emissão de gases poluentes para lutar contra a mudança climática.

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