Kobe, Japão
A conferência sobre o emprego do G8 foi encerrada ontem em Kobe (oeste do Japão) com o compromisso dos sete países mais industrializados do mundo e da Rússia de trabalhar por mudanças na organização do trabalho, respeitando ao mesmo tempo o direito legítimo dos assalariados à segurança do emprego.
‘‘É preciso equilibrar a necessária flexibilidade com a proteção dos interesses dos trabalhadores’’, declarou o ministro britânico do Emprego, Andrew Smith, em entrevista à imprensa.
Entre os principais pontos do documento que surgiu da reunião dos sete países mais industrializados do mundo e da Rússia, G8, em Kobe, estão:
‘‘Destacamos a importância (...) de políticas macroeconômicas visando a estabilidade e o crescimento não-inflacionário. Tais políticas são a base do investimento e da criação contínua de novos empregos. Essas políticas devem ser delineadas por reformas estruturais, assim como por ações específicas, para que o crescimento obtido se traduza na criação de novos empregos’’.
O G8 ‘‘reafirma o compromisso de observar as normas internacionais em matéria de direitos fundamentais dos trabalhadores e espera, com interesse, o resultado dos estudos que estão sendo feitos sobre o assunto na Organização Internacional do Trabalho (OIT)’’.
O forum destaca também a importância de promover o diálogo entre governantes, trabalhadores e patrões, parceiros indispensáveis na economia de mercado. A colaboração deles e as reformas estruturais devem favorecer o crescimento econômico, acompanhado da criação de empregos de qualidade, afirma.
O G8 recomenda também ‘‘melhorar o ambiente do trabalho, aí compreendidos as disposições locais e horários mais flexíveis, levando em conta a natureza das tarefas’’.

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