G20 se compromete a erradicar a epidemia de Ebola
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domingo, 16 de novembro de 2014
Das Agências 
Brisbane (Austrália) - Os governantes dos países mais ricos do planeta, reunidos para o encontro de cúpula do G20 na Austrália, se comprometeram ontem a fazer o possível para erradicar a epidemia de Ebola. "Os membros do G20 se comprometem a fazer o que for necessário para que os esforços internacionais resultem na erradicação da epidemia, e enfrentar o custo econômico e humanitário a médio prazo", afirma um comunicado publicado no primeiro dia do encontro, que termina hoje.
A epidemia de Ebola provocou mais de 5 mil mortes, em sua grande maioria na Libéria, Serra Leoa e Guiné, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
"Vamos trabalhar por meio de cooperações bilaterais, regionais e multilaterais, assim como em colaboração com as organizações não governamentais", completa o comunicado, que não especifica valores financeiros.
Os chefes de Estado e de governo também apelaram ao Banco Mundial (BM) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que "continuem com o sólido apoio aos países afetados", para que sejam estimulados a "explorar novos mecanismos flexíveis para enfrentar no futuro as repercussões econômicas de crises similares".
O BM aproveitou a reunião do G20 para defender seu projeto de criação de "fundos de emergência" para combater de maneira mais eficiente as próximas pandemias e "evitar a repetição da reação lenta, tardia e muito fragmentada ao vírus Ebola".
A instituição considera que a propagação da atual epidemia pode custar mais de 32 bilhões de dólares à África Ocidental até o fim de 2015.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos países do G20 que "intensifiquem a resposta internacional" para impedir a propagação do vírus.
Brics
Com a diferença de 12 horas em relação ao horário de Brasília, a primeira rodada de conversas reservadas começou por volta das 10h de sábado (22h de sexta-feira em Brasília). Um pouco antes, os chefes de Estado dos cinco países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) estiveram reunidos.
No encontro, Dilma mencionou as dificuldades da conjuntura internacional. "Infelizmente o quadro econômico mundial não avançou muito desde julho último. Chegamos ao final de 2014 vendo frustradas nossas expectativas iniciais de recuperação da economia mundial", disse. "Em meio às dificuldades da conjuntura internacional, foi fundamental que, em nosso último encontro, no Brasil, tivéssemos aprovado a criação de dois importantes instrumentos - o Banco de Desenvolvimento do Brics e o Acordo Contingente de Reservas -, para potencializar nossa atuação econômica e financeira", acrescentou.


