Evian, França As oito potências mundiais (G-8) condicionaram, ontem, em Evian, a ajuda aos países em desenvolvimento ao compromisso destas nações em lutar contra a corrupção mediante ''maior transparência, boa administração e respeito ao Estado de Direito''. ''Reafirmamos nossa determinação de lutar contra a corrupção, um dos piores obstáculos ao desenvolvimento econômico e social, e contra a má gestão dos investimentos e do gasto público'', assegurou o G-8 numa declaração publicada na segunda rodada da cúpula de Evian.
''É urgente conseguir melhores resultados na gestão das finanças públicas e de sua administração para garantir um uso efetivo e eficiente dos recursos provenientes do setor público e dos doadores'', afirmou o G-8 numa declaração.
''Orientaremos a ajuda bilateral prioritariamente para os países que demonstrarem seu compromisso em melhorar seus resultados no âmbito da transparência da administração e respeito ao Estado de Direito'', afirmaram os chefes de Estado e de Governo, reunidos em Evian.
Depois de fazer essa nova exigência aos países em desenvolvimento, o G-8 assegurou que ''melhorar a transparência dos fluxos de investimentos e dos gastos públicos e o aumento da luta anticorrupção (...) garantirá que os recursos, incluída a ajuda ao desenvolvimento, alcancem efetivamente os objetivos previstos'', afirmaram.
O G-8 também exigiu ''avaliações qualitativas sobre a gestão das finanças públicas antes de que os países possam se beneficiar de apoios orçamentários''.
Os países mais ricos exigiram que os países em desenvolvimento ''elaborem programas de ações concretas para a gestão das finanças públicas'', ao mesmo tempo em que pediram ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial (BM) que ''respaldem totalmente estes esforços no âmbito de seus próprios programas de ajuda''.
As exigências do G-8 aos países pobres também incluem ''o respeito aos compromissos acordados no âmbito de convenções regionais e internacionais contra a corrupção mediante programas de luta anticorrupção''. Os chefes de Estado do G-8 se comprometeram a se envolver de ''maneira ativa'' para conseguir uma convenção da ONU contra a corrupção.

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