Savannah - A reunião de cúpula do G-8, que começou ontem, nos Estados Unidos, estudará como manter o crescimento econômico mundial, considerado suficientemente forte para suportar o aumento dos preços do petróleo e a alta prevista das taxas de juros.
O Grupo dos Oito enviará ''uma mensagem otimista, mas também a mensagem de que devemos continuar trabalhando'', afirmou ontem uma funcionária do alto escalão do governo americano, que pediu para não ser identificada. ''O debate será sobre a forma de manter este forte crescimento a longo prazo e acelerá-lo em todo o mundo, para que os Estados Unidos não sejam seu único motor'', acrescentou.
A zona do euro, principalmente a Alemanha, deverá então atender aos pedidos dos Estados Unidos para colocar em prática reformas estruturais, com o objetivo de estimular suas economias. ''Conversaremos principalmente sobre a Europa. Apesar de a economia européia parecer um pouco melhor este ano, o crescimento europeu continua sendo claramente inferior ao dos Estados Unidos e Japão'', disse a fonte.
O Japão, cuja atenção foi chamada pelos sócios do G-8 durante cerca de uma década, parece ter virado a página da deflação e recuperado um crescimento intenso. Com um crescimento econômico mundial de 4,6% previsto pelo FMI para este ano, e de 4,4% para 2005, o tom da reunião deverá ser otimista. A evolução da economia será discutida pelos chefes de Estado e governo do G-8.
Em Washington, estima-se que o crescimento significativo é suficientemente forte para suportar a alta dos preços do petróleo, uma das principais preocupações dos países ricos'', indicou a autoridade. Quanto ao aumento das taxas de juros pelo Banco Central americano, previsto por analistas para o fim de junho, ele já não preocupa a fonte. ''As perspectivas são tão boas para a economia mundial que, ainda que os juros aumentem, as economias mundial e americana estarão em condições de manter um crescimento muito forte no futuro'', estimou.
Os chefes de Estado e governo não discutirão apenas o futuro de suas próprias economias, mas também iniciativas para os países pobres. Entre outras coisas, querem dar atenção a quatro estratégias de ajuda ao desenvolvimento: estimular os microcréditos, reduzir o custo da transferência de dinheiro dos emigrantes a seus países de origem, desenvolver mercados e melhorar o ambiente em que as empresas operam.

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