G-8 analisa efeitos do neoliberalismo
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sexta-feira, 20 de junho de 1997
France Presse Denver 
France PresseAliançaO presidente Bill Clinton faz questão de mostrar apreço e apoio ao presidente Bóris Yeltsin no encontro de DenverOs líderes do Grupo dos Oito (G-8) estudarão este final de semana, em Denver, os meios de assegurar a estabilidade do sistema financeiro e estender o crescimento econômico sem inflação, em meio a inúmeros sinais de que alguns povos não compartilham de seu consenso com as políticas neoliberais que estão na raiz do atual ciclo expansivo, que já dura seis anos.
O G-8 está nascendo em Denver, com a incorporação da Rússia às reuniões de cúpulas iniciadas em 1975 pelo G-7, formado pelos Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá.
Os presidentes e chefes de Estado examinarão neste dois dias uma longa agenda que inclui a promoção de um acordo global para supervisionar a saúde dos sistemas bancários, mercados de capital e empresas transnacionais, assim como as normas de transparência que evitem surpresas como a crise mexicana de 1994.
Os Estados Unidos e seus aliados estão convencidos de que, reforçando os sistemas financeiros, será possível continuar avançando nas reformas estruturais tendentes a liberalizar ainda mais as economias e prosseguir com a abertura dos mercados. E não poderão ignorar os sinais de preocupação por parte dos inúmeros países dentro e fora do G8 em relação aos aspectos da política neoliberal, como processo acelerado para a integração de mercados, redução do papel dos governos e privatização dos serviços públicos.
Posição russa O presidente russo, Boris Yeltsin, quer tornar irreversível a participação de seu país no clube dos países mais desenvlvidos, apesar da oposição do Japão, que exige como condição prévia uma solução para o caso das ilhas Kurilas.
O Presidente russo pedirá que técnicos de seu país estejam de agora em diante plenamente associados às discussões preparatórias de cada uma das reuniões anuais do clube dos países mais industrializados.
Em Denver, o Presidente russo participa pela primeira vez como verdadeiro membro nos trabalhos dos países do antigo G7. Yeltsin participará em Denver em todos os debates, com exceção de uma discussão sobre as finanças mundiais.
Mas o Presidente russo sabe que grande parte deste favor ele deve ao presidente Bill Clinton, que quir agradecer por sua moderação com respeito à ampliação da Organização do Tratado do Atlântico Norte para o leste europeu.


