G-20 - Países mais endividados devem cortar déficit pela metade
As economias com situação fiscal mais grave se comprometeram, durante o encontro do G-20, em Toronto, no Canadá, a reduzir pela metade os déficits fiscais até 2013. É o que afirma o documento do G-20. A decisão afeta especialmente as nações europeias que, uma após a outra, vêm anunciando planos ambiciosos de austeridade fiscal. Países com sérios desafios fiscais precisam acelerar o ritmo de consolidação fiscal, afirma o comunicado. O caminho para os ajustes fiscais deve ser cuidadosamente calibrado para sustentar a recuperação da demanda privada, acrescenta. De acordo com o esboço do documento, a recuperação global ainda é frágil, com desemprego elevado em vários países. O documento acrescenta que é preciso buscar um crescimento mais forte e mais equilibrado com criação de postos de trabalho e que a maior prioridade é garantir e fortalecer a retomada global. O tom do documento é de busca de equilíbrio, mas acaba por significar uma vitória para a União Europeia pelo fato de ter sido definida uma meta de austeridade para os países ricos. Os EUA, embora tenham déficits fiscais gigantescos, é contra a retirada prematura dos estímulos e teme que programas fiscais severos comprometam a retomada global, posição compartilhada pelo Brasil.
No último fim de semana, 500 pessoas foram presas durante manifestações em Toronto, no Canadá, sede da reunião do G20.
● Estima-se que existam mais de 800 milhões de desempregados no mundo, o que equivale a 13 vezes a população economicamente ativa brasileira.
● É uma união supranacional econômica e política de 27 estados-membros, estabelecida em fevereiro de 1992.





