Os marines (fuzileiros navais) norte-americanos aumentaram, ontem, o cerco no Sul do Afeganistão para capturar o chefe islamita Osama bin Laden. Mais de mil marines estariam prontos em uma base a sudoeste de Kandahar, o reduto religioso e político dos talebans, para tentar impedir que Bin Laden e os membros de sua organização terrorista Al Qaeda consigam fugir do país.
Por sua parte, a aviação norte-americana intensificou os ataques contra as grutas e os túneis no Sul e Leste do Afeganistão, onde podem estar escondidos os chefes talebans e seus protegidos de Al Qaeda.
Pela primeira vez desde o começo da guerra, no dia 7 de outubro, os Estados Unidos reconheceram ter perdido um de seus homens, um agente da CIA, de 32 anos, durante a rebelião dos ''mercenários'' islamitas na prisão-fortaleza de Qalae-Jangi, próxima da cidade de Mazar-e-Sharif.
Os Estados Unidos também anunciaram a morte de uma mulher e de um menino, esmagados em casa por um pacote de ajuda humanitária lançado de um avião dos EUA.
Para os Estados Unidos, a prioridade da campanha militar no Afeganistão continua sendo a neutralização de Osama bin Laden e sua organização Al Qaeda, acusados de organizar os atentados de 11 de setembro, cujo último balanço oficial é de 3.711 mortos ou desaparecidos, incluindo 3.478 nas duas torres do World Trade Center.
Segundo o Pentágono, os soldados norte-americanos, apoiados por helicópteros de ataque AH-1W Cobra, têm por missão cortar a retirada dos talebans e de Bin Laden para Paquistão, Irã ou Cabul. A imprensa britânica afirma que Bin Laden está na região de Jalalabad.

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