Tikrit, Iraque Os fuzileiros americanos controlavam, ontem, o centro de Tikrit, feudo de Saddam Hussein à 180 km ao norte de Bagdá, constatou o jornalista da AFP no local. Tropas do 2º e 3º batalhões de reconhecimento dos fuzileiros entraram na cidade por volta das 5H00 local, sem encontrar resistência, revelou uma fonte militar americana.
No Qatar, o Comando Central americano (Centcom) indicou que as tropas americanas entraram em Tikrit, onde encontraram uma resistência ''ocasional''. O Centcom não considerou a cidade sob o controle total das forças americanas.
Na praça central de Tikrit, sob a estátua de Saddam Hussein, sete blindados americanos estavam estacionados.
''A queda de Tikrit significa o fim da guerra'', disse à AFP o sargento americano Robert Chute. ''Não encontramos resistência na cidade, só nos arredores e na noite de ontem (domingo). Só encontramos um morto do outro lado e não tivemos sequer um ferido do nosso lado, disse, O sargento Chute revelou que os soldados americanos não foram recebidos pela população neste feudo de Saddam Hussein, onde as ruas estavam praticamente desertas.
A queda de Tikrit foi precedida pelo cerco da cidade. Os focos de resistência foram bombardeados pela aviação e helicópteros de ataque Cobra sobrevoaram o local antes da entrada dos fuzileiros.
Segundo moradores de Tikrit, grande parte da população e todos os soldados iraquianos fugiram da cidade, berço do clã do ex-presidente Saddam Hussein.
O comércio da cidade de 100 mil habitantes permanecia fechado, mas alguns moradores saíram de suas casas.
Nos subúrbios da cidade, vários moradores atiraram contra saqueadores que tentavam invadir suas propriedades, revelaram testemunhas.
O anúncio oficial da queda de Tikrit deverá marcar simbolicamente o fim do regime iraquiano.
Patrulhas em Bagdá Viaturas de polícia iraquianas escoltadas por militares americanos patrulhavam ontem as ruas de Bagdá pela primeira vez desde a queda da cidade, na quarta-feira passada, comprovou um correspondente da AFP.
Proteção Os Estados Unidos assumirão a ''liderança'' na proteção de antiguidades iraquianas e ajudarão a reparar os danos sofridos por peças e pelo Museu Nacional do Iraque, que foi saqueado na semana passada, afirmou ontem o secretário de Estado Colin Powell.
''Os Estados Unidos trabalharão com indivíduos e organizações não apenas para proteger o lugar, como também para recobrar o que foi levado e também participarão na restauração do que foi danificado'', acrescentou.
Em janeiro, especialistas americanos advertiram ao Pentágono sobre o risco que corriam as inestimáveis riquezas dos museus iraquianos em caso de guerra.

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