Futuro governo iraquiano será discutido hoje
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domingo, 30 de maio de 2004
France Presse 
Bagdá - As negociações entre o Conselho de Governo transitório, a coalizão internacional e a ONU para compor o futuro governo do Iraque foram adiadas para hoje porque as partes não conseguiram fechar um acordo sobre a indicação do novo presidente, enquanto a trégua com os milicianos xiitas parecia cada vez mais frágil.
Dois candidatos sunitas foram citados como possíveis presidentes: o xeque Ghazi Al Yauar, atual presidente do Conselho de Governo, e Adnan Pachachi, também membro do executivo iraquiano.
''A coalizão está fazendo pressão para que Ghazi Al-Yauar não seja o presidente, enquanto nós, membros do Conselho, queremos que seja ele, declarou à AFP um dos membros do executivo, Mahmud Osman.
''Querem nos impor alguém. Não o aceitaremos. Esta não é a maneira de nos devolver a soberania'', acrescentou.
Outro dirigente iraquiano, que também não quis ser identificado, declarou que a coalizão está querendo propor nomes que não são membros do Conselho de Governo para sair do atoleiro.
''Não estamos pressionando para apoiar um candidato à presidência em vez de outro'', declarou o porta-voz Dan Senor. ''Há uma organização dirigindo este processo de nomeação e é a ONU'', declarou, acrescentando que o enviado da ONU Lakhdar Brahimi não ''terminou de definir a composição do novo governo''.
Já o enviado das Nações Unidas ao Iraque, Lakhdar Brahimi, disse em entrevista concedida ontem à revista Time que as pressões americanas, a lentidão dos iraquianos e a falta de segurança tornam difícil sua tentativa de formar um governo interino em Bagdá para atuar a partir do dia 30 de junho.
Brahimi afirmou que vem trabalhando contra o relógio para conseguir um consenso que permita a formação de um governo interino para informar ao Conselho de Segurança, a quem caberá a votação de um projeto americano definindo a transição no Iraque.
''Digo aos iraquianos que se esperam que no dia 30 de junho à meia-noite, 135.000 soldados saiam do Iraque como que por passe de mágica, isso não vai acontecer'', declarou o diplomata, segundo a revista Time que estará nas bancas hoje.


