A temporada de furacões do Atlântico, que começará em primeiro de junho, se anuncia como mais perigosa do que o normal. A época dos furacões começa em junho e vai até 30 de novembro, embora tenha havido casos de furacões prematuros e tardios.
A Administração Americana de Oceanos e da Atmosfera (NOAA) avisou em 10 de maio o fato se dará devido ao fenômeno meteorológico chamado de La Niña. Estão previstas tempestades mais fortes e mais longas, segundo os especialistas, que pediram aos moradores do sul do país, no litoral do Atlântico e do Golfo do México, que tomem precauções.
O professor William Gray, da Universidade Colorado State acredita que durante a temporada haverá em torno de 11 tormentas tropicais, das quais 7 se convertirão em furacões e 3 serão ainda maiores (com ventos de mais de 178 km/h). A média histórica é de 9 tormentas tropicais, com 6 furacões e 2 tempestades maiores.
Por trás dos prognósticos pessimistas estão La Niña e um outro fenômeno climático, menos conhecido, que aquece as águas do oceano Atlântico, explicou administrador da NOAA, James Baker.
Os órgãos governantais americanos tentam se preparar para o pior. ‘‘Vamos ter diversas novidades neste ano, como um novo supercomputador, em Washington, que vai cuidar de nossos modelos computacionais. Temos um novo satélite meteorológico, lançado este mês, e vamos fazer melhor uso do satélite lançado ano passado’’, disse Jack Beven, do Centro Nacional de Furacões.
Em setembro do ano passado, durante o furacão Floyd, mais de um milhão de moradores da Flórida, Geórgia, Carolina do Norte e Carolina do Sul foram pegos pela tempestade nas estradas lotadas. Mais de 50 pessoas morreram por causa do Floyd.

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