São Paulo - Após ganhar força no Golfo do México, o furacão Dean chegou ao solo mexicano pela segunda vez, como categoria 2, e se dissipou na direção do oceano Pacífico. Após matar 20 pessoas na passagem pelo Caribe, não há registro de mortes no México. Na costa do país houve inundações devido à elevação do nível do mar, e nas montanhas centrais rios transboradaram com as fortes chuvas.
Com ventos de 160 km/h, o olho do furacão atingiu a cidade de Tecolutla, logo após a Defesa Civil levar os últimos habitantes em caminhões até abrigos afastados do litoral. Os fortes ventos varreram uma faixa de 100 km de terra do Estado de Santa Cruz.
O furacão tocou o solo às 13h locais (15h no Brasil), como categoria dois, após recuperar parte da força perdida durante sua passagem pela península de Yucatán.
Ao alcançar a região, Dean foi o terceiro mais intenso furacão do Atlântico a tocar o continente na história. ''Não foram minutos de terror, foram horas. Eu gostaria de estar exagerando, mas não estou'', afirmou Catharine Morales, 30, que nasceu em Montreal, no Canadá, e mora em Majahual (México) há um ano.
''Parecia que as paredes iam explodir'', disse. Morales se abrigou do furacão em sua própria casa, ao lado do marido e da filha de 7 anos. Dean quebrou vidros de janelas e arrancou pedaços do telhado da casa da família. Após perder força, o furacão se dirigiu para a Baía do Campeche (sul), que abriga cerca de cem plataformas de petróleo. Os trabalhos foram suspensos na área por precaução.

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