Furacão mata na América Central
O furacão Mitch, o mais poderoso do século, passou com fúria ontem pela América Central, deixando 27 mortes confirmadas - e outras 14, segundo fontes extra-oficiais -, dezenas de milhares de desabrigados e um rastro de destruição. O Mitch, que atingiu as costas de Honduras desceu da categoria 5 para a 3 na escala Saffir-Simpson, mas as fortes chuvas que provocou ainda devastavam o litoral Atlântico da Costa Rica, atingindo com maior intensidade as Ilhas da Baía (45.000 habitantes).
O furacão começou a fazer vítimas no final da semana passada - em forma de tormenta tropical -, e até o momento deixou em Honduras 11 mortes confirmadas e 14 segundo fontes extra-oficiais - em Guanaja, uma das três maiores ilhas da Baía -, oito na Nicarágua, seis na Costa Rica, uma na Guatemala e uma no Panamá.
Segundo os relatórios oficiais, Honduras é o país da América Central mais atingido pelo Mitch; Belize espera maiores impactos amanhã, pelo que dezenas de milhares de pessoas deixaram segunda e terça-feira o litoral caribenho em busca de refúgio na capital Belmopán, a 60 km da costa.
Comunidades afastadas, casas, pontes, estradas e sistemas de águas potável destruídos, era o panorama desolador no Atlântico de Honduras, onde pelo menos um milhão de habitantes sofriam os embates do furacão Mitch, que desde a meia-noite de terça-feira permanece parado a 120 km da costa, com ventos de 200 km.
Na Nicarágua, os setores mais afetados pelas inundações são os departamentos de Rivas e Granada, assim como em Estelí e Chinandega, norte do país. Em Manágua, um informe preliminar da defesa civil, divulgado pela manhã, identificou 1.162 desabrigados em cinco comarcas ao norte de Granada; enquanto que em Rivas há centenas de habitantes de 60 comunidades que também estão isolados devido ao transbordamento de rios.
Os órgãos da defesa civil iniciaram retiradas de pessoas em comunidades do Pacífico norte e central da Costa Rica, severamente afetadas pelas chuvas torrenciais e inundações.
No Panamá, onde o Mitch passou no final da semana, o furacão deixou mais de 7.000 desabrigados na província de Darien, que faz limite com a Colômbia.France PresseAbrigoUma família da Guatemala permanece em abrigo para onde foi levada a fim de fugir da fúria do furacãoFrance Presse





