Furacão mata 2 no Caribe e chegará aos EUA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de setembro de 2017
Folhapress 

Washington e São Paulo - O furacão Irma, um dos mais fortes já registrados no oceano Atlântico, chegou nesta quarta (6) ao Caribe, com ventos de até 295 km/h, deixando ao menos dois mortos nas ilhas de St. Barts e St. Martin, e aumentando o alerta em Porto Rico, na República Dominicana e na Flórida. A tempestade de categoria 5 - a maior na escala - passou pelas Ilhas Virgens e pode atingir Cuba no sábado (9).
A previsão é de que o furacão perca força, mas ainda chegue com ventos de até 230 km/h na região de Miami no domingo (10). O condado de Monroe, que inclui Key West, já ordenou que as pessoas deixem suas casas, e o de Broward, que inclui Fort Lauderdale, determinou a saída de pessoas das áreas mais próximas à costa.
A guia de turismo brasileira Eliane Bacelo, 55, que vive em Broward, cogitou deixar o Estado de carro, mas não conseguiria viajar com toda a família sete adultos e uma criança até sexta (8). Ela decidiu se abrigar na casa das filhas, um pouco mais longe da costa, e onde placas de alumínio já estavam sendo postas nas janelas desde o início da semana. "Esse é um furacão que a gente está se preparando muito antes. Não é normal as pessoas saírem para comprar água para estocar e encher os tanques dos carros com tantos dias de antecedência", diz Bacelo, há 20 anos nos EUA.
Bacelo está entre os cerca de 260 mil brasileiros na Flórida, Estado com maior concentração do grupo nos EUA, segundo estimativa do Itamaraty. Miami, que está na rota do furacão, reúne grande parte desses moradores e é um dos principais destinos de turistas brasileiros no país.
Claudia Santos, 56, que tem um pequeno negócio em Coral Springs, a 70 km de Miami, já começou a colocar tapumes nas janelas e sacos de areia em frente às portas e fez estoque de comida e água.
Ela não pretende deixar sua casa, como fez em 2016, antes da chegada do furacão Matthew, que acabou desviando. Na época, contudo, o que pesou foi o fato de a filha estar no fim da gestação.
"Faltava 15 dias para ela ter o bebê. Agora estamos aguardando para ver o que as autoridades vão falar", diz.


