Furacão Katrina pode ter matado 80 no Mississippi
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terça-feira, 30 de agosto de 2005
Folhapress 
São Paulo - O governador do Mississippi, Haley Barbour, afirmou ontem que o número de mortos no Estado devido a passagem do furacão Katrina à região pode chegar a 80. ''A devastação aqui é enorme'', afirmou, em entrevista à rede de TV NBC. Até o momento, 55 pessoas foram encontradas mortas nessa região e também no Alabama.
Ao menos 30 pessoas morreram no Condado de Harrison (Mississippi), que inclui o porto do golfo do México e no balneário de Biloxi, onde um complexo de apartamentos desabou. Equipes de resgate dizem que mais pessoas mortas podem ser encontradas entre os escombros.
De acordo com jornais locais, outras 22 pessoas morreram no Estado devido a quedas de árvore e outros acidentes provocados pela tempestade. No Estado do Alabama, três pessoas morreram também ontem, em acidentes de trânsito.
Equipes de emergência tiveram que resgatar centenas de pessoas que ficaram presas nos telhados das suas casas em Nova Orleans (Louisiana), após a passagem do Katrina. A maior parte da cidade ficou alagada, e a água chegou a mais de três metros de altura em algumas áreas.
O furacão também deixou mais de um 1 milhão de pessoas nos Estados da Louisiana, Mississippi e Alabama sem energia elétrica e várias estradas ficaram submersas, devido às severas enchentes causadas pelas tempestades.
O Katrina foi forte o suficiente para já ser considerado como um dos que mais vão causar danos nos Estados Unidos. Especialistas em seguros dizem que os prejuízos podem ultrapassar os US$ 26 bilhões, o que pode fazer do Katrina um dos furacões ''mais caros'' que já passaram pelos EUA.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, prometeu ajuda do governo ontem para as vítimas do furacão Katrina e disse que essa colaboração está a caminho. ''Nossos corações e orações estão com nossos compatriotas na Costa do Golfo que tanto sofreu com o furacão Katrina'', afirmou Bush antes de um discurso na base naval perto de San Diego.
''Estes são momentos difíceis para as pessoas destas comunidades. Os governos federal, estaduais e locais estão trabalhando para fazer todo o possível para ajudar as pessoas a se levantarem''. ''E temos muito trabalho a fazer '', concluiu.


