Havana - O presidente cubano Fidel Castro agradeceu ontem a ''atitude amável'' do poderoso furacão Ivan, que açoita as costas da ilha com ventos implacáveis e chuvas torrenciais, por não ter tocado em terra em Cuba e ir direto para a península de Yucatán, no extremo ocidental cubano. ''Ivan teve uma atitude amável ao desviar seu rumo para o oeste'', afirmou Fidel à imprensa de Pinar del Rio, 145 km a oeste de Havana, para onde o presidente se deslocou para participar pessoalmente nas tarefas de Defesa Civil da província afetada pelos efeitos do furacão.
A nova trajetória do furacão ''evitará grandes gastos ao país pelos danos que poderia ter ocasionado'', destacou Fidel, alertando, no entanto, que Ivan provocará chuvas intensas e desencadeará ventos para os quais os cubanos devem estar preparados. O furacão, com ventos de mais de 260 km/h, se deslocava a 13 km/h nas águas do Mar Caribe, a uns 100 km a sudoeste do extremo ocidental de Cuba.
Depois de passar por Cuba, o furacão pode se deslocar em direção ao sudeste do México, mas especificamente para a Península de Yucatan, onde ficam os populares resorts de Cancun e Cozumel.
Há ainda a possibilidade de o Ivan atingir posteriormente o noroeste do estado da Flórida e parte dos estados de Louisiana e Mississipi, de acordo com previsões do Centro Nacional de Furacões.
O governo do México ordenou que cerca de 5.000 pessoas deixassem as ilhas e regiões costeiras ao longo da Península de Yucatan. ''Estamos em alerta vermelho'', disse Joaquin Hendricks, governador do estado de Quintana Roo, que fica no caribe mexicano. Segundo autoridades, foram criados 239 abrigos em Cancun para proteger moradores e cerca de 3.500 turistas.
Na Flórida, o governador Jeb Bush estendeu a situação de emergência para todo o estado, que ainda se recupera dos estragos causados pelos furacões Frances e Charley.
Funcionários do governo consideraram nesta segunda-feira a possibilidade de evacuarem partes do noroeste da Flórida. Já em Florida Keys, uma cadeia de pequenas ilhas no sul de Miami, os moradores foram autorizados a retornar para suas casas, já que a previsão é de que o local não seja atingido pelo Ivan.
No Caribe, a pequena ilha de Granada, com uma população de 100.000 pessoas, foi a mais atingida pela passagem do Ivan. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPS), 37 pessoas morreram em Granada.
Pelo menos 66 pessoas morreram no Caribe na passagem do Ivan, sendo 19 na Jamaica, cinco na Venezuela, quatro na República Dominicana e uma em Tobago, uma das ilhas de Trinidad e Tobago.

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