Furacão destrói Cuba e segue para Flórida
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de agosto de 2004
Agência Folha 
Havana - O furacão Charley chegou ao nível 4 de tempestade ontem, o segundo maior nível de intensidade de furacão na escala Saffir-Simpson que vai até 5 (nível máximo), com ventos de cerca de 233 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA. Em Cuba, o furacão matou três pessoas e feriu outras quatro, além de causar danos materiais, segundo a TV estatal.
A escala que indica o potencial de destruição de um furacão leva em conta pressão mínima, vento e ressaca causada pela tormenta. Segundo a meteorologista Krissy Williams, um avião que detecta furacões encontrou ventos de 233 km/h em um recente teste pela tempestade, quando ele estava se aproximando da Costa Oeste da Flórida.
A categoria 4 de furacão sustenta ventos de 210 km/h e 250 km/h e é capaz de causar danos estruturais e extensivos para pequenos prédios, danificando portas, janelas e destruir completamente casas móveis.
O furacão Charley chegou à costa cubana no início da madrugada desta sexta-feira, com ventos de até 165 km/h, informou o Instituto de Meteorologia. Segundo a TV estatal cubana, o furacão Charley matou ao menos três pessoas e feriu outras quatro, além de causar danos materiais a mais de 600 casas e lojas. As autoridades cubanas puseram em funcionamento um plano preventivo, que incluiu a retirada de cerca de 200 mil pessoas. Além da evacuação de pessoas, o plano preventivo também incluiu a transferência de rebanhos para zonas altas e limpeza de desaguadouros vazios. O presidente cubano Fidel Castro, que está completou 78 anos, esteve no Instituto para acompanhar a trajetória do furacão.
Ajuda americana - Washington ofereceu a Cuba um auxílio de 50 mil dólares para paliar os estragos provocados pelo furacão ''Charley'', e pediu que as organizações humanitárias dos Estados Unidos ajudem a ilha a solucionar os problemas provocados pelo fenômeno, revelou nesta sexta-feira o departamento de Estado. ''Os Estados Unidos lamentam os danos causados pelo furacão Charley e expressam sua solidariedade para com o povo cubano'', disse o porta-voz do departamento de Estado Adam Ereli. ''O povo cubano pode contar com o apoio dos Estados Unidos nestes tempos difíceis. Estamos trabalhando para ajudar o povo cubano nesta crise humanitária que enfrentam''.


