Furacão deixa 36 mortos na passagem pelo Caribe
O furacão Georges causou a morte de pelo menos 36 pessoas no Caribe esta semana e dirigia-se ontem para o extremo sul da Flórida, nos Estados Unidos, onde sua chegada estava prevista para, o mais tardar, hoje, com força redobrada depois de perder intensidade ao passar por Cuba.
O governo cubano retirou mais de 150 mil pessoas das regiões leste e central da ilha. O Georges passou a 175 quilômetros por hora por São Domingos, mas diminuiu de intensidade.
O furacão, os fortes ventos - de até 150 quilômetros por hora - e a chuva torrencial mataram dez pessoas em Porto Príncipe, no Haiti, quando a casa em que estavam veio abaixo.
Na República Dominicana a tormenta deixou ao menos 12 mortos, segundo um balanço provisório do governo, e causou inundações na capital, São Domingos, e deixou dezenas de milhares desabrigados. No entanto, a maioria dos jornalistas e observadores consideram que essas cifras estão abaixo de um balanço real. A capital permanece sem eletricidade e serviço de água corrente e as comunicações telefônicas continuavam interrompidas em boa parte da província. É impossível circulr pelas ruas e estradas - cortadas pela queda de árvores e postes derrubados pelos ventos - e convertidas, em muitos casos, por verdadeiros rios.
O furacão Georges avançou sobre a República Dominicana com ventos com uma média de 175 km/h e, às vezes, 200 km/h, junto com com fortes chuvas.
Nos bairros populares da capital e cidades mais próximas às quais a imprensa teve acesso, milhares de tetos foram arrancados, deixando descobertas as precárias moradias logo inundadas pelas águas.
No setor da agricultura e da indústria, a passagem de Georges deixa um prejuízo de vários milhões de dólares, assim como na infra-estrutura turística da região.
Em Porto Rico houve cinco vítimas fatais. Quase toda a ilha ficou sem eletricidade e água encanada. Os prejuízos foram estimados em US$ 1 bilhão. As outras mortes ocorreram em Antígua, Barbuda, Saint Kitts e Nevis e nas Ilhas Virgens.
Os ventos do Georges perderam velocidade na terça-feira, passando de 175 quilômetros por hora para 125 quilômetros por hora depois de cruzar a ilha de Hispaniola (onde ficam Haiti e República Dominicana), mas os especialistas avaliavam que ele voltaria a ganhar força em mar aberto.France PresseEfeitosNo Haiti, a passagem do furacão deixou uma paisagem desoladoraDas agências





