São Paulo - O furacão Michael atingiu nesta quarta-feira (10) a Flórida com ventos de 249 km/h e tempestades de potencial devastador, no que se espera ser a pior tempestade já registrada na região. Michael tocou o solo na cidade de Mexico Beach, no noroeste do Estado, como um furacão de categoria 4, em uma escala que vai até 5.

Previsão era que a tempestade fosse a mais potente em cem anos em algumas regiões dos EUA
Previsão era que a tempestade fosse a mais potente em cem anos em algumas regiões dos EUA | Foto: Joe Raedle/Getty Images/AFP



Segundo o Centro Nacional de Furacões, o fenômeno pode fazer o nível do mar aumentar 4,3 metros acima do normal. Antes mesmo de sua chegada, as cidades de Apalachicola e Port St. Joe já registravam inundações, com a maré chegando a 1,5 metro. "Parece que não dá para saber onde a próxima árvore vai cair em cima de você, porque está ventando tão ferozmente", afirmou o prefeito de Port St. Joe, Bo Patterson.

Em algumas regiões, será a tempestade mais potente em cem anos, alertou o serviço de emergências do Estado americano. Antes da chegada do furacão, o Serviço Meteorológico Nacional na capital do Estado, Tallahassee, divulgou um apelo para que as pessoas obedeçam as ordens de saída.

Na terça-feira (11), o presidente Donald Trump emitiu uma declaração de estado de emergência para a Flórida, o que permite liberar material e recursos federais. Depois da Flórida, o Michael pode afetar "partes da Geórgia e, lamentavelmente, outra vez a Carolina do Norte e do Sul", já atingidas pelo furacão Florence no mês passado, disse o presidente. O Florence deixou 40 mortos e provocou danos avaliados em bilhões de dólares.

A governadora do Alabama, Kay Ivey, decretou estado de emergência na segunda-feira. As áreas costeiras estavam sob ordens de evacuação obrigatória.

No ano passado, uma série de furacões catastróficos atingiu o Atlântico ocidental. Os mais devastadores foram Harvey no Texas, Irma no Caribe e Flórida e Maria, que atingiu o Caribe e deixou quase 3.000 mortos no território americano de Porto Rico. A temporada de furacões no Atlântico termina em 30 de novembro.

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