Com uma área de abrangência de 480 quilômetros, o furacão Georges castigou duramente ontem o norte de Cuba e o sul da Flórida, onde ventos de 160 quilômetros por hora começaram a atingir pela manhã Key West e pequenas ilhas na extremidade do Estado norte-americano.
Para alívio de milhões de pessoas em Miami e Fort Lauderdale, na densamente povoada costa sudeste, o furacão dirigiu-se por volta das 15 horas para o Golfo do México, a oeste. Os meteorologistas avaliam que ele pode ganhar força, rumo ao noroeste da Flórida, Louisiana ou Mississipi. Não houve relato de mortos ou feridos na Flórida.
Na sua passagem pelo Caribe, o Georges matou pelo menos 288 pessoas, mas ainda há dezenas de desaparecidos e centenas de milhares de desabrigados, principalmente na República Dominicana e no Haiti.
Segundo a equipe do jornal Hoy, da República Dominicana, o saldo de mortos no país é de pelo menos 180.
A chuva torrencial e as fortes ondas provocadas pelo Georges tomaram as ruas das ilhas do sul da Flórida, cuja população de cerca de 80 mil pessoas recebeu ordem do governo, na quarta-feira, para deixar a região. Alguns milhares recusaram-se a sair, mas não há informações sobre vítimas. As ilhas, situadas pouco acima do nível do mar, ficaram sem luz, água e telefone e sofreram consideráveis danos materiais.
As autoridades haviam alertado a população litorânea da Grande Miami e arredores para que fossem para lugares mais seguros. A estimativa é que cerca de 1,2 milhão de pessoas deixaram suas casas. O aeroporto internacional de Miami ficou fechado da noite de quinta-feira até a tarde de ontem.
Ontem, outros três furacões estavam no Atlântico: Karl, Jeanne e Ivan - um fato raro em décadas. Segundo um especialista do Centro Nacional de Furacões um fato como esse só ocorreu provavelemnte no século passado. Karl e Ivan estão em áreas onde não há terra. O Jeanne, que está a oeste da Ilha de Cabo Verde, pode trazer problemas aos moradores das Antilhas Pequenas.

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