Johannesburgo - A presença de até 80 chefes de Estado, além de incontáveis outras celebridades e VIPs na despedida a Nelson Mandela, virou um pesadelo para autoridades sul-africanas.
Todos participarão hoje de uma cerimônia de adeus a Mandela, morto na última quinta-feira, no estádio FNB, em Johannesburgo, onde ocorreu a final da Copa do Mundo de 2010. A capacidade, de 90 mil pessoas, deve se esgotar rapidamente. Os portões serão abertos às 6 horas, e a entrada será por ordem de chegada. O policiamento será reforçado para evitar tumulto.
A presidente Dilma Rousseff chegaria na noite de ontem, acompanhada dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor e José Sarney. O presidente dos EUA, Barack Obama, viaja acompanhado dos antecessores George W. Bush, Bill Clinton e Jimmy Carter.
Entre as celebridades, há a expectativa de presença do roqueiro Bono e da apresentadora de TV americana Oprah Winfrey. Também estão previstas as presenças, entre outras, do presidente francês, François Hollande, do premiê britânico, David Cameron e dos ditadores de Cuba, Raúl Castro, e do Zimbábue, Robert Mugabe.
As poucas ausências confirmadas são as do israelense Binyamin Netanyahu (alegando questões orçamentárias) e o dalai-lama (que teve vistos recusados para a África do Sul no passado).
Na domingo, trabalhadores passaram o dia instalando vidros à prova de balas. O perímetro todo do estádio estará fechado, e apenas transporte público será autorizado. "Se percebermos que o número de pessoas está inadministrável, bloquearemos o acesso", disse Collins Chabane, ministro responsável pela organização.
Mandela será enterrado no domingo em Qunu, vila de seus ancestrais.

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