São Paulo - Centenas de milhares compareceram ao enterro do aiatolá xiita Mohamed Hussein Fadlallah, considerado o primeiro guia espiritual do Hizbollah e catalogado como ''terrorista'' pelos Estados Unidos. Ele morreu no último domingo, aos 75 anos, em um hospital de Beirute.
O líder religioso havia sido internado na sexta-feira por causa de uma hemorragia interna. Uma multidão de homens e mulheres vestidos de preto caminharam pelas ruas de Beirute carregando fotos do aiatolá de barbas brancas e turbante negro. Muitos deles choravam.
Clérigos carregaram o caixão de Fadlallah nos ombros, partindo da casa que ele mantinha no sul de Beirute, onde viveu grande parte de sua vida e abriu instituições de caridade. Grandes cartazes com fotografias do aiatolá foram pendurados nas mesquitas e pelas ruas.
Representantes de vários países do Oriente Médio -como Kuait, Bahrein, Irã, Catar, Emirados Árabes Unidos e Iraque-participaram da cerimônia em homenagem ao clérigo.
Fadlallah era partidário da Revolução Islâmica iraniana, e um dos principais apoiadores do partido Dawa, do premiê iraquiano Nouri al Maliki. Crítico dos Estados Unidos, ele usava seus sermões para criticar a política americana no Oriente Médio, principalmente sua aliança com Israel.
Na véspera do funeral, o líder do Hizbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, foi até o hospital para rezar sobre seu caixão. O Hizbollah e o clérigo iraquiano Moqtada al Sadr declararam três dias de luto pela morte.
O governo libanês declarou um dia de luto oficial, fechando os prédios estatais.

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