Damasco - Cerca de três mil palestinos participaram ontem, num subúrbio do sul de Damasco, dos funerais do líder do movimento radical Hamas morto na véspera num atentado com carro-bomba atribuído a Israel.
O corpo de Ezzeddine Cheikh Khalil, envolto na bandeira verde e branca do Hamas, foi enterrado no campo de refugiados palestinos de Yarmuk, na presença de um membro do birô político da organização, Mussa Abu Marzuk, protegido de perto por guarda-costas armados.
Dois dirigentes do Hamas vindos de Beirute, Mohammad Nazzal e Oussama Hamdane, também compareceram à prece pela alma do morto, na mesquita do campo. Os funerais aconteceram em meio a uma certa calma, mas a multidão gritava slogans com apelos à vingança, assim como representantes do braço armado do Hamas, as brigadas Ezzeddine al-Qassam.
Ezzeddine Cheikh Khalil foi morto domingo no sul de Damasco, na explosão do carro em que dirigia. Ele residia em Damasco desde 1992 após sua expulsão por Israel para o Líbano junto com um grupo de 400 ativistas islâmicos.

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