Nova York O sindicato dos funcionários das Nações Unidas pediu ontem ''novas medidas'' para proteger os membros da ONU que ainda se encontram em Bagdá. O sindicato também destacou que a ONU não pode ser confundida com a coalizão americano-britânica que ocupa o país: ''É igualmente importante e essencial que as Nações Unidas sejam reconhecidas como imparciais'', diz o comunicado.
O novo texto do sindicato foi publicado no dia seguinte da decisão do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, de reduzir o número de funcionários estrangeiros da organização no Iraque.
Este número passou de 650, antes do atentado do dia 19 de agosto que vitimou 22 pessoas, a menos de 100, dos quais a metade está na capital iraquiana.
Civis mortos Pelo menos quatro civis iraquianos morreram ontem quando tropas americanas dispararam contra carros na entrada de Falluja, a oeste de Bagdá, informaram fontes médicas. Segundo um correspondente da AFP presente no hospital de Falluja, outros oito iraquianos ficaram feridos, quatro deles gravemente, por estes disparos que aconteceram às 22h45 locais na entrada desta cidade sunita situada a 50 km ao oeste de Bagdá.
O médico Rafeh Issawi confirmou que tres pessoas morreram. Algumas testemunhas haviam dito antes que um homem, uma mulher e uma criança se encontravam em estado grave, mas até o momento não se sabe se são as pessoas que morreram.

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