LIMA - O presidente Alberto Fujimori rompeu seu silêncio sábado à noite, anunciando que não cederá às pressões do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA), que exige a libertação de seus militantes em troca dos calculados 340 reféns que continuam retidos na residência do embaixador do Japão, em Lima.
O mandatário leu uma mensagem televisada, na qual propôs ao comando guerrilheiro, como única solução para acabar com a crise, que ‘‘deponha as armas ante uma comissão mediadora e facilite a saída de todos os reféns, sem exceção’’.
Com esta fórmula e apesar de sua firmeza, Fujimori deixou aberta uma porta para negociar uma solução pacífica que passa pela rendição do comando. O presidente assinalou que seriam respeitados os direitos humanos dos rebeldes e lhes ofereceu ‘‘uma saída que pode ser estudada’’, embora não tenha entrado em detalhes.
A mensagem presidencial antecedeu uma sessão do Conselho de Ministros em um dia que resultou movimentado quanto a negociações entre o governo e o MRTA através de seus intermediários.
O delegado do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR), Michel Minnig, designado ‘‘negociador oficial’’ por ambas as partes, reuniu-se com o negociador do governo na crise, o ministro da Educação Domingo Palermo. Não foram fornecidos detalhes sobre esta reunião.

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