O presidente Alberto Fujimori reiterou ontem em discurso público seu apoio ao presidente do Comando Conjunto das Forças Armadas e aos comandantes gerais do exército, marinha e aeronáutica, sem mencionar em nenhum momento o caso de seu ex-assessor Vladimiro Montesinos.
‘‘Reitero meu apoio ao presidente do Comando Conjunto das Forças Armadas e aos comandantes gerais, que deram nesta complexa conjuntura mais uma prova de seu profissionalismo e lealdade indiscutíveis para com os interesses do Peru’’, disse o presidente na comemoração do dia das Forças Armadas peruanas.
Em seu discurso, o chefe de Estado não mencionou em nenhum momento o polêmico assessor Montesinos, que desde a madrugada de ontem está no Panamá onde pediu ‘‘asilo’’, segundo porta-vozes oficiais do país.
No entanto, o presidente falou sobre o extinto Serviço de Inteligência Nacional (SIN): ‘‘O povo do Peru, o governo, as forças armadas e o SIN contiveram a maré do terror, com a desarticulação do terrorismo, um feito que muitos duvidavam em 1980’’, destacou, referindo-se à guerra contra a organização maoísta Sendero Luminoso e o guevarista Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA).
Destacou que ante a ação desses grupos armados o Estado ‘‘não respondeu com uma repressão em massa e selvagem, mas com inteligência’’. Essa estratégia, acrescentou, ‘‘foi colocada em prática para evitar um banho de sangue no Peru.
‘‘Estou certo de que a história saberá julgar sem mesquinhez a ação e o trabalho de meu governo’’.
Fujimori, que deixará o poder em julho próximo ao sucessor que sairá de eleições das quais não participará, fez o pronunciamento horas depois de ser anunciado que Montesinos deixou furtivamente o país de madrugada em direção ao Panamá.

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